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Contudo preciso lembrar, como um mantra, de que tive em minhas mãos o poder de destruir mundos.

Foi com os punhos fechados que aprendi a me defender, foi com os mesmos punhos que aprendi a atacar. E por muito tempo punhos foram tudo que pude ter certeza que teria comigo - Não que ter fosse a questão, mas vale considerar a compania como algo relevante.

Errei, e admito ter errado. Pois o peso do erro me prende a responsabilidade. Me tornei um sujeito de excessos, por fim, um excesso de culpa. E em auto penitência exagerei em me torturar. Aprendi a gostar da tortura em si. E novamente errei em nisso me encontrar.

Por ironia dos caminhos, sei que a Deus preciso sempre pedir perdão pelos erros que cometi. A vida me trouxe avisos de que não só estava errando em aceitar ser duro com tudo, tal como de que o caminho de volta não seria nada simples. A ironia toda é ter a chance de fazer diferente.

A reação natural é achar estranho, porque seria digno?! Como confiar nas minhas próprias mãos novamente? Como encontrar humildade em alguém tão acostumado a ser petulante diante da própria vida?

Não sei.

E não me apavora não saber. Estando desarmado de respostas, fujo de meu antagonismo.

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