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Abraço as palavras como meu único amigo sincero. Nelas me perturbo, inquieto, em busca de uma boa luta que me traga contentamento.

Nesse caminho busco a exaustão; e qualquer companhia se distanciaria naturalmente nem que fosse pelo peso, pela agonia ou pelo excesso.

Eu preciso dessas palavras e desse cansaço, é neles que mato qualquer ideia ruim, as corto antes que ganhem espaço, e em qualquer dia, em qualquer oportunidade, minha reação natural é olhar para o que há de pior em mim e sem qualquer pudor comprar a briga, expondo o que sou a qualquer sombra, qualquer dia ruim, qualquer dor.

O que sair dali serei eu. Espero eu que algo melhor, indigno de me dizer bom, mas suficiente pra próxima luta, lento e calejado pelo costume de cair na agonia que me encontra quando falta paz.

Não crio apego pela agonia ou tormento, por isso aceito os momentos difíceis com sinceridade. Preciso me tornar cada vez mais hábil a lidar com eles para encontrar um fim breve a qualquer combate, para todo mundo creio que a vida seja assim, talvez com menos ilustrações, um desenho mais seco e menos vivo, mas realmente acredito que seja assim pra todo mundo de certa forma.

E tenho objetivo nisso, não me tornei louco. Simplesmente quero reencontrar alguma sinceridade, qualquer sinceridade que eu ainda consiga ter. Seria terrível depois de tudo eu simplesmente aprender a mentir ou omitir.

Seja lá o que me tornei, mesmo que ninguém olhe, preciso me esforçar para ser algo que eu consiga olhar no espelho.

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